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Neuroworking: vencendo os desafios atuais por meio do trabalho em rede

Updated: May 7

Como ferramentas da Inteligência Emocional podem ajudar aos educadores a serem mais do que vencedores em tempos de crise e angústia promovendo vida, saúde e resultado no ambiente em que estão inseridos.


Não é nenhuma novidade que a Pandemia, em escala mundial, tenha mexido, profundamente, dentro das mais variadas áreas de nossa vida, tais como: economia, educação, saúde, etc. No entanto, no caso da vida cotidiana da escola, podemos dizer que ela foi virada de “ponta a cabeça”.


Quando imaginaríamos que professores do ensino infantil e do ensino fundamental, por exemplo, dariam aula não somente para as crianças, mas também para outros membros de suas respectivas famílias, sempre presentes no dia a dia online? E que viveriam muitos casos de professores apavorados com as interferências recorrentes de pais ansiosos?


Muitas vezes, no ano passado, fui solicitado com a palestra: “Pais ansiosos, filhos irritados e professores estressados.”, com certeza em função do ambiente educacional estar cercado de medos, ansiedades, angústias e tremendos desafios, vivenciados em conjunto por todos nós, que de alguma forma, vivemos ou usufruímos do dia a dia escolar.


Não tenho dúvida de que, em um momento ou outro, você possa ter vivenciado este medo ou angústia, sozinho ou coletivamente, no ambiente educacional e familiar no qual está inserido.



DADOS


De acordo com a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), agência da ONU responsável por acompanhar e apoiar a educação, comunicação e cultura no mundo, a pandemia da COVID-19 já impactou os estudos e a saúde emocional de mais de 1,5 bilhão de estudantes em 188 países – o que representa cerca de 91% do total de estudantes no planeta. O que nos leva a crer que juntamente com os estudantes sofrem também suas famílias e suas respectivas escolas.


Aliado a este cenário de filme de ficção científica constata-se ainda, conforme relatório da Dell Technologies, mencionado em reportagem da Época Negócios, que aproximadamente 85% das profissões em 2030, aquelas que serão ocupadas pelas gerações Z e Alpha, sequer existem hoje em dia, aumentando os imensos desafios dos projetos pedagógicos atuais.



TRABALHO EM REDE


No entanto, após relatar estes fatos, gostaria de trazer neste artigo, uma excelente novidade: 2022 será o melhor ano de todos os tempos para a rede de escolas particulares que realmente entenderem o trabalho em rede (Neuroworking), que detalho até o final deste artigo. Esta não é uma informação leviana, mas baseada em fatos.


Ora, nenhuma outra instituição teve que mudar e se adaptar tanto em tão pouco tempo. Nunca, na história recente, as famílias e os próprios alunos almejaram e valorizaram tanto a presença, o bálsamo, das atividades presenciais de suas respectivas escolas. Bom, a boa notícia é que o tempo de transformação está na reta final e os educadores que se prepararem para esta nova fase voarão como borboletas recém-saídas de seus respectivos casulos.


Para isto, dois posicionamentos do Neuroworking são necessários:


1 – A escola precisa entender profundamente todo seu processo de reorganização, onde estruturas hierárquicas engessadas de funcionamento estão, na verdade, prestes a ruir. O fluxo anteriormente que ia da escola para os pais, hoje, se dá de forma horizontal no qual familiares participam da aula e os professores estão constantemente no enfrentamento diário com dúvidas, angústias e questionamentos.


Todas estas estruturas devem ser devidamente repensadas desembocando no processo de Neuroworking, onde seguem-se as seguintes etapas: Reposicionamento Estratégico, Produção de Links Emocionais, Levantamento de Processos de Transformação, Adequação da Inteligência Emocional nos Relacionamentos Sociais, Venda e Resultado. Somente sobreviverão às tempestades atuais aqueles que estiverem plenamente submergidos nestes novos conceitos de Inteligência Emocional.


2 – Os educadores precisam aceitar, profundamente, todo seu processo de superação. Sem medo de vencer, é necessário que ao terminar de ler este artigo, você comece imediatamente o processo de Neuroworking. Será imperativo transformar ativamente este novo mundo por meio de nossas habilidades e competências emocionais abrangentes no mundo real e também no mundo virtual.


Desta forma, ao trilhar a jornada adaptativa destas novas realidades sociais, cerebrais e emocionais, o socialworking e o neuroworking mudarão nossa forma de conceber o mundo. Com a devida aplicação prática, as equipes pedagógicas e as escolas conseguirão usar suas histórias, suas habilidades e suas estruturas em favor de seu sucesso e de sua sustentabilidade empreendedora e social. Família, Alunos e Educadores serão, com certeza, os empreendedores deste novo tempo.


Estes dois passos citados são poderosíssimos se implementados juntos a todo processo educacional aplicado em rede. Sim, em tempo real estaremos constantemente conectados com o problema do outro. O que mais nos separou por tantos anos está prestes a nos unir como nunca antes.


Famílila, Escola e Sociedade intrinsecamente conectados para além das apostilas e do conhecimento, mas ativamente utilizando-se das soluções de problemas enfrentados por todos, de forma coordenada, colaborativa e tremendamente inovadora. Não cabe mais o pensamento do processo educacional vindo da direção escolar em direção ao aluno numa via de mão única. Não há mais como negar que as conexões socioemocionais, promovedoras de saúde, são muito mais rápidas e eficazes, vindo de todas as direções, acentuando o novo protagonismo do aluno e da escola num processo de aprendizagem muito mais dinâmico e intencional.


André Aragão Viana


Palestrante, Psicólogo e idealizador do Projeto MIND UPS. Especialista em Neuropsicologia e

servidor público na área da saúde do RJ.

@andrearagaoviana



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