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Trabalhando as competências socioemocionais na escola



As pessoas se tornam, em grande parte, aquilo que aprenderam, viram e viveram na infância, seja na família, na escola ou em outros espaços de convivência social. O ser humano é um ser relacional. E relacionamentos se propõem a criar laços, mas, muitas vezes, viram grandes nós.



Base Nacional Comum Curricular


Segundo os dados do último censo do IBGE, o tempo de convívio diário dos pais com os filhos é de uma hora e meia, em média. Já no espaço escolar, quando multiplicamos o número de horas diárias por 200 dias letivos, percebemos que, em muitos casos, os alunos passam mais tempo na escola do que com os pais. Este dado assustador nos leva refletir a importância do papel da escola na vida das pessoas.


Recentemente, foi publicada e homologada uma Base Nacional Comum Curricular, documento normativo que deve nortear toda a elaboração dos currículos das escolas em todo o país e visa definir as aprendizagens essenciais dos educandos. De acordo com as orientações, todas as etapas de ensino deverão trabalhar com dez competências gerais – destas, quatro são predominantemente socioemocionais.



Importância das habilidades socioemocionais na atualidade


As competências socioemocionais se caracterizam pela mobilização de conhecimentos, habilidades e atitudes das quais lançamos mão para resolver situações-problema. Em muitas situações cotidianas, fazer a gestão das emoções é fundamental para que possamos nos tornar seres competentes.


O século XXI nos coloca diante de novos desafios e a pandemia também exige de nós novas posturas. A entrada da tecnologia, as novas metodologias de aprendizagem, os ambientes colaborativos e a abertura para aprender novas coisas requer de nós flexibilidade e estabilidade emocional para lidar bem com as pressões e novidades.


Com a globalização, rompem-se as fronteiras da convivência humana. Relacionar-se com povos diferentes, culturas diferentes exige de nós uma habilidade para lidar com as diferenças visando a aceitação da diversidade. Aceitar as diferenças de raça, cor, religião, etnia e pensamento exige olhar o outro também como cidadão de direito. Neste momento, vale o respeito, a aceitação, tolerância e principalmente a consciência de que não existe gente menor e maior, melhor ou pior. O que existe são seres humanos e que todos são alvo do amor de Deus.



Perspectiva Humanizadora


Outra exigência do século é lutar por sustentabilidade, cuidar do planeta, do meio em que se vive, ecologia ambiental e ecologia humana. Entender os desafios do mundo do trabalho, da sociedade do consumo e garantir relações de equidade e alteridade, não compactuando com a exploração humana.


Esta geração, que vai ocupar lugares de liderança e participação no futuro, deve ser trabalhada dentro de uma perspectiva humanizada e humanizadora. Enxergar o bem comum e propor soluções para melhorar não só sua vida, mas a de todos.


A escola não é um espaço apenas de aprendizagens cognitivas. Saber fórmulas, datas e conceitos é algo importante, mas pensar em uma sociedade igualitária e respeitosa também faz parte das soluções que o profissional do futuro deve desenvolver. Para isto, é preciso pensar em projetos que favoreçam a empatia, cooperação, cidadania e o bem comum.


O educador do futuro tem a função de garantir que as relações se tornem cada dia mais saudáveis e mais harmoniosas. Trabalhar as competências socioemocionais na escola é contribuir para um mundo mais humano e mais feliz.

Priscila Boy


Pedagoga, diretora da Priscila Boy Consultoria, escritora e palestrante

@priscilaboyconsultora

boyconsultoria@terra.com.br


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