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Adiada votação de projeto que impede a suspensão de aulas presenciais


Na semana passada, houve uma tentativa de votação, mas o projeto foi retirado de pauta, em meio a divergências. Mais de 30 emendas já foram apresentadas.



O Senado adiou a votação do projeto que impede a suspensão de aulas presenciais em escolas e universidades durante a pandemia de covid-19. O Projeto de Lei (PL) 5.595/2020 seria analisado na sessão remota desta quinta-feira (6), mas acabou sendo retirado de pauta diante da aprovação de requerimento do senador Jean Paul Prates (PT-RN) para realização de audiência pública sobre a matéria. O objetivo é debater com os especialistas uma estratégia nacional para garantir um retorno seguro às aulas na educação básica e superior.


A audiência pública será realizada em data a ser definida, com a participação de representantes dos ministérios da Educação e da Saúde, Fiocruz, Butantan, estudantes e outras instituições. Após o debate, será avaliada a reinclusão do projeto na pauta de votações, disse o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, após a aprovação do requerimento de Jean Paul Prates.


No começo da sessão, o relator do projeto, senador Marcos do Val (Podemos-ES), adiantou que concordava com a realização de sessão de debate sobre o projeto. E encaminhou requerimento de sua autoria e do senador Weverton (PDT-MA), que acrescentou nomes de especialistas que participarão da audiência pública.


Da deputada Paula Belmonte (Cidadania-DF), o PL 5.595/2020 inclui o ensino entre os serviços essenciais, de suspensão vedada durante a pandemia. A exceção ficaria por conta de comprovação cientifica e técnica da necessidade de interrupção das atividades.


O projeto tem dividido a opinião de senadores. Na semana passada, houve uma tentativa de votação, mas o projeto foi retirado de pauta, em meio a divergências. Mais de 30 emendas já foram apresentadas, mas o relator, Marcos do Val, acatou apenas dois ajustes na redação. Para o relator, a proposição “é um pontapé inicial para uma reabertura gradual e responsável, que dependerá de posteriores planejamentos cuidadosos, articulados entre os entes e frutos de diálogos entre gestores, profissionais da educação, pais e estudantes”.


Fonte: Agência Senado

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